Era uma vez uma organização que precisava estruturar seu website para responder ao novo momento da marca, com urgência. Seu time de marketing era enxuto, ágil e bastante alocado em diversas demandas. Nesse cenário intenso, a equipe interna estava sem condições de estruturar um projeto digital como recomendam as melhores práticas. Não havia tempo para mobilizar os demais setores, compilar suas necessidades e propor inovação, além de fazer uma boa interlocução com a agência contratada para criar o novo website.

Esse é o retrato da realidade em muitas empresas: há recurso financeiro disponível, mas não existe tempo e nem recursos humanos para dedicar atenção a projetos pontuais, cuja expectativa de resultado é alta. Neste caso, o projeto de um website, que é peça central em toda a presença digital da marca, termina por não receber a atenção necessária para render os melhores resultados.

Mas será que o desenvolvimento de um website deve ser um bicho de sete cabeças? Não haveria formas mais produtivas de lidar com esse processo?

 

Waterfall, o modelo clássico de desenvolvimento

Desde 1996, a Aldeia desenvolveu centenas de websites de diversas complexidades, portes e propósitos. Experimentamos diversas metodologias de trabalho para desenvolver sites que, com o passar do tempo, se tornaram um produto comoditizado. Como todo o mercado, herdamos do segmento de TI a tradicional metodologia Waterfall, cujo termo foi cunhado em 1970, por W.W. Royce, um americano especialista em Ciências da Computação. Waterfall tem esse nome porque todas as atividades do projeto são executadas em série, onde uma atividade só inicia após o término da anterior – a representação gráfica lembra uma cascata.

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O modelo em cascata se popularizou ainda mais com o PMBOK (Project Management Body of Knowledge), conhecidíssima referência em gerenciamento de projetos. No PMBOK, todo o projeto é estruturado em fases: Iniciação, Planejamento, Execução e Encerramento, além do Controle que permeia todas as anteriores. Cada fase tem seus respectivos processos e documentos, o que é bem descrito e difundido mundo afora pelo PMI (Project Management Institute). É um método robusto (em geral, rígido), geralmente só apresenta resultados após sua conclusão e implica alto custo de mudanças (é como um morador decidir alterar o projeto de uma casa quando ela já em fase de acabamento). Mesmo assim, para muitos tipos de projeto, o Waterfall ainda é o mais indicado.

Etapas da construção de um website no modelo Waterfall

Em outras palavras, fazer um site no modelo Waterfall é linear, orientado às etapas de desenvolvimento e não ao resultado. Com algumas variações possíveis, as etapas para construir um website em Waterfall são: definir arquitetura de informação; análise de sistemas (quando pertinente); coletar/organizar/produzir conteúdo; definir wireframes, com ou sem protótipo funcional; criar o conceito visual; desenhar as interfaces, com ou sem protótipo visual; codificar front-end; configurar/definir gerenciador de conteúdo; programar back-end; cadastrar conteúdo no gerenciador; checar/completar especificações técnicas; testar; treinar o cliente para posterior manutenção via CMS; publicar; ajustar; lançar.

Entram em cena o ágil, iterativo, espiral e outras variações

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Com a certeza de que o Waterfall não se aplica a todos os tipos de projetos, em especial na cultura acelerada do digital, experimentamos modelos ágeis, iterativos e espirais. São muitas siglas e teorias aplicadas na busca de um modelo que fizesse sentido para o usuário, para os demandantes e para os desenvolvedores, além de apresentar resultados parciais no menor período de tempo possível.

Um modelo leve e com entregas parciais rápidas é possível

Preocupados com a satisfação dos clientes, capacidade de entrega e sustentabilidade financeira dos projetos de websites, criamos uma metodologia própria para construir websites, o Live Building. Inspirado em metodologias espirais e no design thinking, o Live Building é ágil, orientado a resultados e à experiência do usuário. Permite co-criação entre o cliente e a agência, num processo natural e leve para os envolvidos. Com entregas parciais a cada ciclo curto de iteração, o cliente acompanha o início e o fim de cada seção sendo construída – tudo com conteúdo real, já no ambiente funcional e definitivo, dispensando a prototipação de marcação, tanto funcional como visual. O cliente aprende a operar o gerenciador de conteúdo durante a construção do site, garantindo segurança e autonomia para atualizar o website após a entrega.

Caso de sucesso: website do CDL Porto Alegre

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Dentre os vários cases do Live Building, o da CDL Porto Alegre é um de nossos favoritos. Quando o CDL POA procurou a Aldeia para planejar e desenvolver o seu novo website, buscava reposicionar a oferta da entidade, demonstrando a agilidade e perfeita adequação de seus serviços a quem move o varejo gaúcho. O escopo ia além de uma renovação visual da plataforma: era necessária uma solução que trouxesse agilidade para que o departamento de Marketing da CDL pudesse remodelar o website com total autonomia, atualizando o seu conteúdo e funcionalidades na velocidade que é característica do ambiente varejista.

O resultado foi um website co-criado em tempo real, num processo colaborativo entre a equipe do cliente e da agência. Através de uma técnica de prototipagem live acoplada a uma plataforma potente para organização de conteúdo, estrutura e layout do website eram discutidos e remodelados interativamente, o que proporcionou profundidade de envolvimento e rapidez na implementação.

 

 

A Diretora de Inovação da Aldeia, Melissa Lesnovski, considera a experiência um exemplo de como a horizontalidade e colaboração entre cliente e agência rende grandes frutos e traz resultados efetivos: “não se constrói um case de sucesso sozinho – o novo website da CDL Porto Alegre foi construído a muitas mãos e tem, impresso, o DNA do varejo que move a CDL POA. O processo projetual deixa de ser unidirecional – onde só a agência criaria – e dá vez a um ambiente de aprendizagem, crescimento e criação coletiva. A grande contribuição está no mecanismo criado para que o website evolua com rapidez e mude sua interface, acompanhando a dinâmica do negócio”.

De acordo com a Gestora de Marketing da Entidade, Fabiane Chemale, a CDL POA estava procurando, justamente, por novas formas de evidenciar o seu novo posicionamento, que ampliou a visão comercial e agora oferece um número ainda maior de soluções para o varejo nacional. “Assim, o nosso site traz esta nova proposta, sendo uma das nossas principais ferramentas para o fomento de negócios e reforço da marca”, avaliou a Gestora.

Live Building empodera nosso cliente

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Para nós, o caso do website CDL Porto Alegre traz a essência Live Building: trabalho intenso, colaborativo, rápido, valorizando a riqueza humana nas equipes de marketing dos clientes. Colaboração, co-criação e empoderamento do nosso cliente – é nisso que acreditamos.

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