01. Digital como Competência Interna

Tudo bem se você tem uma agência digital ou um freelancer que elabore peças de comunicação. Mas saiba: entender do digital é, primeiramente, uma tarefa da própria empresa. Afinal, é essencial que a estratégia esteja bem costurada dentro de casa e que a empresa saiba o que pedir e cobrar de seus fornecedores. Essa proficiência no digital envolve não apenas a camada de gerência, mas também a alta direção, em um nível mais estratégico, e as operacionais, enquanto conscientização para mitigar crises e identificar potencialidades. Logo, independentemente de como sua empresa pretenda operacionalizar o marketing digital – internamente ou via agência – a estratégia deverá ser plenamente conhecida e praticada dentro de casa.

02. Inovação como Competência Externa (e Interna!)

Se é importante a empresa entender do digital e manter um time matador para produção e gestão de conteúdo, também é importante que ela busque provocações externas para continuar inovando sempre. Afinal, como o pensador Granovetter já pontuava, equipes que trabalham bem juntas têm laços fortes, enquanto que especialistas externos representam laços fracos. Mas não se engane: de acordo com ele, laços fortes disseminam o conhecimento (ótimo!), mas são os laços fracos que propiciam a inovação. O santo de fora traz ventos novos à casa e pode revolucionar sua estratégia.

03. Social Listening

Em uma era em que todas as marcas querem fazer sua voz ser ouvida nas redes sociais, uma das principais vantagens competitivas é – antes de falar – escutar. Acredite: quando você contrata ferramentas de gestão de posts nas redes como Scup, LiveBuzz ou Hootsuite, a postagem agendada não é a única, nem a maior vantagem. Invista em social listening de qualidade a partir de buscas e monitoramentos pelo nome da sua marca, produtos, interesses de seu público e até concorrentes. Assim, seu time pode trazer informações qualificadas para todos os departamentos da empresa – e não só ao marketing. E falando em social listening, atenção: é necessário ter ouvidos atentos e saber interpretar os sinais que você recolhe dos posts e menções dos usuários. Uma boa consultoria em hábitos de consumo pode amplificar muito sua geração de valor a partir do social listening.

04. Times híbridos

Uma forte tendência que veio para ficar é a composição de times híbridos para a estratégia e operação digitais. Trazer gente de fora da empresa para atuar como provocadores e consultores é um caminho vencedor. É como se a marca criasse um “conselho de marketing pós-digital”, ou seja: um board que opina e influencia os rumos da marca sem necessariamente se ater às peças digitais ou fazer parte da folha de pagamento da empresa. Marcas brasileiras têm apostado nessa tendência com muito sucesso e temos a honra de fazer parte do board de várias delas com nossos consultores estratégicos.

05. Mapeamento de Influenciadores

Esqueça a lista definitiva de influenciadores digitais. Para cada marca, cada objetivo e cada momento, deve-se criar uma lista customizada de quem seriam os influenciadores com maior fit para o processo. O time de marketing deve manter essa lista constantemente atualizada, ou contar com a parceria de quem possa mantê-la. Nela, é importante entender quem são os influenciadores de portes diversos que favorecem os objetivos específicos da marca: das celebridades até os microinfluenciadores, que têm audiências menores mas ótimo poder de engajamento. Esse processo de mapeamento e casting de influenciadores é trabalhoso e constante – não vamos mentir. Contudo, é essencial para o sucesso das iniciativas de seu time e deve ser incluído no seu planejamento anual ou semestral de atividades.

06. Usuário como Gerador de Conteúdo

Os temas do social listening e dos microinfluenciadores nos levam a um outro assunto fortíssimo para os próximos anos, o UGC: enxergar o usuário como gerador de conteúdo para sua marca. O poder de um post com uma pessoa comum exibindo ou ensinando a utilizar um produto da sua marca é muito superior ao da propaganda oficial da empresa ou mesmo de um influenciador famoso. Afinal, é alguém que não está recebendo vantagens materiais para falar bem de você. Fica a provocação para seu time: como seu produto pode influenciar o usuário a elaborar posts criativos sobre sua marca? Quem sabe uma embalagem disruptiva, etiquetas que carregam mensagens ou possibilidades de usos inusitados do produto? Em que momentos do dia o produto transforma a vida do usuário?
Lidar com uma estratégia baseada em UGC significa que não só a voz da marca estará presente, mas também a do usuário. Para isso, seu social listening deve ser ampliado e você deve prever esforços tanto para incentivar que os usuários gerem conteúdo quanto para monitorar essas vozes. Ou seja: muito além do bla bla bla, preparar seu time para ser digitalmente proficiente é pensar em competências, tarefas e estratégia.

07. Stories é desprendimento

Snapchat, Instagram, Facebook e até YouTube: os stories vieram para ficar como um formato potente de conteúdo efêmero e de alta aderência com o público. Mas fique esperto: embora pareça fácil produzi-las, as stories demandam uma excelente capacidade de narrativa e de produção de conteúdo com agilidade. Mais que isso: elas demandam desprendimento dos formatos, textos longos e prazos de postagem. O que vale é o agora – se você esperar uma semana para um conteúdo entrar na pauta, corre sério risco de perder o bonde para a concorrência. Olhe para dentro de seu time, identifique e desenvolva talentos para descobrir pautas interessantes, produzir imagens e textos com agilidade e postar com autonomia.
Um conselho precioso é envolver as camadas da alta gestão da empresa na estratégia e trabalhar com o que chamamos de “suspensão temporária de juízo”: as stories não são peças perenes e fazem sentido no slot de tempo em que vigoram. Ou seja: caso haja uma preocupação excessiva em burilar a mensagem antes de ir ao ar, a chance de se perder o timing é gigante. Outro risco é tornar a story tão consensual a ponto de perder seu brilho e qualidades criativas. Story certinha, porém morna, não engaja 😉

08. Community Management > Gestão de Conteúdo

Mude o modelo mental: em vez de pensar em (apenas) gerir a presença da sua marca em páginas e perfis, invista na criação de ambientes de discussão e construção de conteúdo com seus públicos. Ou seja: não é o que sua marca fala, e sim o que é discutido sobre ela. Use e abuse de grupos de Facebook, Linkedin e outros ambientes de comunidade para interagir de forma mais próxima com seu público. Você pode propor temas para discussão, co-criar produtos e conteúdos e – mais importante – ouvir com atenção e aprender com os feedbacks dos usuários. É importante ter em mente que essa iniciativa deve envolver esforços do seu time de marketing para acompanhar, mediar e provocar discussões produtivas nessas comunidades – ou seja: é necessário alocar recursos humanos com ótima capacidade de expressão e organização para o trabalho.

09. Foco na conversa

Você pode estar achando repetitivo, mas talvez seja o universo desenhando uma mensagem: afinal, não é só falar, é ouvir e conversar. As tendências apontam fortemente para uma presença de diálogo, conversação e empatia com seu público. Isso quer dizer que sua marca deve construir uma estrutura potente e bem preparada de atendimento online, tanto com humanos quanto com chatbots bem projetados. Há protocolos que podem ajudar a compor essa estrutura, tanto no volume e horário de atendimento quanto na criação de bases de conhecimento e na definição da voz de atendimento da marca. O meio? O que o seu público preferir: atenda por WhatsApp, Messenger, DMs, e-mail e o que mais seu público utilizar. Lembre-se, contudo, de ter uma estrutura coesa de abertura de chamados e atendimento para garantir um atendimento sem confusões ao longo dos vários canais.

10. Economize no verniz e deixe o autêntico brilhar

Que tal dar um tempinho no Photoshop excessivo? Saber produzir imagens que transmitam frescor e autenticidade é essencial para a conexão com o público. O segredo está na estética: se parece real, o conteúdo tende a engajar muito mais. Claro que isso implica em mais inteligência na curadoria e produção de conteúdo. A boa notícia é que essa habilidade pode ser ensinada e fomentada ao longo da sua empresa – em vez de apenas a equipe de marketing e a agência produzirem conteúdo, por que não incentivar as equipes de ponta a identificarem e registrarem momentos especiais do dia a dia da marca? Perceba que pensar a estratégia de geração de imagens envolve muito mais do que designar um ou outro funcionário ou fornecedor. A marca deve preparar todo um ecossistema de sensibilidade e captação para que todas as oportundiades sejam aproveitadas.

Como você pode ver, há uma linha-mestra ao longo de todas essas tendências: o foco nas pessoas, seus interesses, padrões de conversação e estética é o norteador para uma web que renasce mais humana que nunca. E, sim, isso dá trabalho – mas é o caminho para criar vantagem competitiva dentro de um mercado – e uma timeline – cada vez mais saturados de informações.

Para planejar, montar e preparar um time de marketing digital perfeito para sua empresa, assim como mentorias e consultorias em temas como experiência do usuário, comportamento do consumidor e estratégia digital, você pode contar com a Aldeia. Com 23 anos de história e um time experiente em estratégia digital, ajudamos empresas e instituições a orientarem suas ações, incentivando seus times a chegarem cada vez mais longe em resultados.

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